Vladimir, eu estava à procura dele e fui encontrá-lo na varanda de sua casa, a mesma em que ele morou quando criança, e que hoje continua morando depois de casado.Eu chegava à calçada e o tinha visto numa sesta, meio deitado no chão do alpendre que era limpo e muito arejado. Chamava-o, timidamente, como o fazem os funcionários da padaria Trípoli:
__Seu Vladimir?...
Então ele foi descerrando os olhos, o rosto não era como de costume, branco; estava congestionado...
Eu queria um breve relato de Lílian durante a primavera do ano de 1969, e se houve ameaço de paixão da parte de Francisco Trévia __ com olhos de Caim, disse de rastros.
__Cumprimentando-o, digo para ciência, que não cheguei a conhecer a pessoa à qual o amigo se refere.
__Quanto a Francisco Trévia?
__Nunca mais tive contato.
__Com que então não estudaram na mesma classe?
__Sim, mas sempre mantivemos uma respeitosa distância. Espere aí, o amigo está me achando com cara de Nelson Rubens?
__Não sabe ou não se recorda de Francisco Trévia fazendo a corte à Lílian, naquela primavera do ano de 1969. Era namoro ou amizade?
__Vá para os seiscentos diabos, poeta, e as suas faces verdes. Leve este escorpião consigo para que me não esqueças. É o breve relato do necessário.
AGALMA
Helder Alexandre Ferreira
Imêiul: vitralhelderalexandre@yahoo.com.br
ORKUT: triebpolonio trieb
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