Prazer, monstro de escuridão e rutilância,
Tu me maltratas desde a minha velha infância,
Com a máquina de fazer felicidade!
Talvez o mundo dos fenômenos sensíveis
Já não decifre o metafísico mistério,
A digestão bem feita do manjar funéreo
Que o etéreo inspira é uma aberração...
Eu sou a sombra do que sou eternamente,
Quando a vontade encontra seu correspondente,
Para o desejo transcender a condição...
Eu sou a noumenalidade da razão,
O furo pulsional que dá felicidade,
Eu sou efeito-causa dessa liberdade
Apercebida na caverna de Platão.
AMALGAMA: Helder Alexandre Ferreira
Nenhum comentário:
Postar um comentário