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domingo, 11 de abril de 2010
IMITAM DE BONECAS
No plácido luar tão bom de luz, anêmicas,
Suspensas da amplidão do céu, anadiomênicas,
Lâmpada funeral, clareia o cadafalso...
Como dois e dois são cinco este objeto é falso;
Sei que idolatro-as mesmo sendo uma Artemisa,
Abro a janela do meu quarto, e, sem camisa,
De modo assombrado, enfim, sigo de rastros,
Como um poeta segue a métrica do verso,
Esta obnoxia plácida, anêmica do espesso,
Eu olho para o próprio túmulo dos astros.
Apenas o carvão promíscuo de depois
Cintila a via láctea como um pálio aberto,
Desde mil novecentos e sessenta e dois,
Imitam de bonecas pelo céu deserto.
AGALMA: Helder Alexandre Ferreira
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