terça-feira, 5 de janeiro de 2010

O MORCEGO

Tu tens, decerto, a consciência de morcego!

No teu eterno leito de galinha choca,

O amor na humanidade é uma pororoca

Com suas máquinas potentes, turbinadas,

Lira perfunctória desviada de seu tom,

Musa esquisita que prescinde do batom,

Bocas que cortam como facas amoladas,

Este morcego, que tem cara de cavalo,

Filho da hetaíra e de sardanapalo,

Este morcego sanguessuga é uma ciência,

Está em cada consciência, olho por olho,

Dente por dente, suga o sangue do piolho

Este morcego que furou de Édipo os olhos,

Em contubérnio incestuoso nos abrolhos.

Nenhum comentário:

Seguidores

DOXA