Caiu por sobre o estige a tua mágoa funda;
Logo depois no lodo espolinhando imunda,
A ingratidão em fúria para sempre afunda,
Sem lâmpada a descer à região profunda.
Esta pantera ingrata, sensual, voluta,
Tombou como num limbo qual matéria bruta.
A última quimera (que a vida sepulta)
Não cabe no teu corpo inerme, que disputa
A mais fiel das companheiras nesta luta;
Numa explosão de cores desabrocha à beça
Esta espiral de rimas no teu peito espessa,
Caiu como uma luva cai na mão que afaga,
Ferindo o estradivário, arrenegando a praga,
Outro destino a mágoa no teu corpo alcança,
Contigo sobre o lodo nesta contradança.
AGALMA: Helder Alexandre Ferreira
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