Era noite e a canalha armara a catapulta,
Crime de lesa poesia que resulta
Sem os alarmes de remorsos das moneras;
Era noite, e os sentimentos eram noctâmbulos,
Os canalhas se revezavam nos seus ângulos...
__Lei Chico de Brito. Ah, eu sofro de afasia!...
Daí o erro lamentável que me causa azia,
Ruídos hidráulicos no estômago concentro,
Que do estômago sobe até o epicentro,
Revejo alguns papéis antigos me concentro,
Esta impureza no ar tem-me causado um asco,
Ah, se eu pudesse me vingar do meu carrasco,
Sem os alarmes de remorsos das moneras!...
Assisto agora ao estripe das cinco panteras;
À maldição da Lei Chico de Brito entregues,
Vão os canalhas na maior cara de pau,
Justificados no pecado original,
Em explosão, em aríete e catapulta.
AGALMA: Helder Alexandre Ferreira
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