sábado, 23 de janeiro de 2010

CISMAS DO MEU DESTINO

Era noite e a canalha armara a catapulta,

Crime de lesa poesia que resulta

Sem os alarmes de remorsos das moneras;

Era noite, e os sentimentos eram noctâmbulos,

Os canalhas se revezavam nos seus ângulos...

__Lei Chico de Brito. Ah, eu sofro de afasia!...

Daí o erro lamentável que me causa azia,

Ruídos hidráulicos no estômago concentro,

Que do estômago sobe até o epicentro,

Revejo alguns papéis antigos me concentro,

Esta impureza no ar tem-me causado um asco,

Ah, se eu pudesse me vingar do meu carrasco,

Sem os alarmes de remorsos das moneras!...

Assisto agora ao estripe das cinco panteras;

À maldição da Lei Chico de Brito entregues,

Vão os canalhas na maior cara de pau,

Justificados no pecado original,

Em explosão, em aríete e catapulta.

AGALMA: Helder Alexandre Ferreira

Nenhum comentário:

Seguidores

DOXA