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sábado, 14 de março de 2009
A D I C Ç Ã O
Na caixa destes comprimidos tarja preta,
Eu vejo interrompido um Outro na falácia
Que sustenta em favor dos lucros da farmácia,
Eu vejo um Outro aprisionado na gaveta.
Esta compensação oral, via de regra,
No oceano sem trégua, descuidosamente,
Algoz dentro da gente, indômito, selvagem,
Nos faz adormecer à sombra dos palmares...
Nele, um Outro, não vendo o sol, canta de dor.
Ele é infante! Ele é maduro! Ele é Beleza!
Aquele Outro em transferência, interrompido,
Vencendo sirtes, vencendo pegos e abrolhos,
Ele sustenta em favor dos próprios olhos,
Contra os mil acidentes de uma overdose.
AGALMA, soneto II
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