Meu peito era vazio e treva antes de Febo;
A celebrada musa antiga está no sebo;
Fascínio no peito de atávica beleza...
Quando os olhos se excitam de delicadeza,
Os braços para cima, o porte de princesa,
Debutante e coquete com trinta e dois dentes.
__De andar manso, sutil, vai forçando a estrada,
Escondida emboscada, sempiternamente,
Essa caixa torácica (as grades do peito)
De garras para cima, calcando o firmamento,
Por que o poeta estude seu comportamento.
Deu-se por satisfeito, ó Deus, que essa costela,
Agora com trinta e dois dentes, resultante,
Apresentou-se como sendo a minha amante?
MADEIRAMES: Cem Sonetos de Eros
Helder Alexandre Ferreira
Nenhum comentário:
Postar um comentário