“Há algo de podre no reino da Dinamarca”,
Disse o possesso parricida inconsciente,
Que se desconhecendo a si fica doente,
Admirável gado novo, __ tem a marca
Dos grandes criminosos, quando empunha a faca;
O peito já doente que o desejo abarca
Hesita e desconhece a imagem do pai morto,
Admirável gado novo, este anjo torto
Sabe que algo inadmissível se revela,
De capítulo em capítulo, esta novela
Recalca de-repente, e, por deslocamento,
O seu peito doente sofre a intervenção,
Devido à hesitação, recalca a fantasia,
E o desapego cria o sexual traumático.
MADEIRAMES: Cem Sonetos de Eros
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