segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Estas flores do mal! Estes versos malditos

Assistiam, contritos, à última quimera!...

Exalando detritos infames de lama,

Estes frutos benditos que os deuses nos dão

Cintilante quimera, vestida de fogo,

São as flores do mal, são as regras do jogo,

Daquele sonho antigo que agradava ao peito,

Sonho de amor perfeito ao lado de outra fera,

Inseparável companheira, esta pantera,

Em versos de um proscrito poeta que era,

Ao lado de outra fera, a fera inevitável,

Que segue a formidável última quimera.

__Estes mil anos de recordações escritas,

Proscritas na gaveta do criado mudo,

Mofado quase tudo amarelo e doente!...



Helder Alexandre Ferreira

Um comentário:

Zinah Alexandrino disse...

Acho legal em seus versos,Helder,embora para os parnasiansos devemos estar cometendo uma blasfémia.Essa quebra de ritimo que fazes comumente no último verso.Ainda nos resta um consolo...(Platão),que queria espulsar os poetas da república(risos)
Abraços poéticos,amigo!
Zinah Alexandrino

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