ATENÇÃO: O proprietário dos Direitos Autorais licenciou o conteúdo deste BLOG unicamente para fins de pesquisa e entretenimento. Fica proibido qualquer outro uso, colagem, gravação, reprodução parcial ou integral.
quarta-feira, 24 de dezembro de 2008
ODE AO PÔR-DO-SOL
Eu quero vestir o pôr-do-sol,
Porque sou por armas esforçado:
Estenderei do reino soberano à terrra insana,
A mão de humano braço à criatura.
Eu preciso, ostensivamente, vestir o pôr-do-sol
Para ser os funerais do sol,
O ditador das coisas vagas...
Para ver__boniiito!__ o vôo
Dos urubus urucubacas.
Depois a volúpia da noite
Apagará todos os meus pecados:
Estenderei a mão sobre a terra
À qual se insurgirá contra o dedo de Faraó.
Depois verei a glória do céu.
Colherei a estrela da manhã
Para jazer ao redor dos mendigos.
Faz de conta que o gigante está deitado,
Que as alcofas estão cheias
Pelo grande Provedor da terra,
E que o sangue de Margarida Alves
Fira todas as águas,
Porque o gigante está deitado,
Enquanto as alcofas estão cheias...
Não quero ser acendedor de lampiões.
Faça-se a luz no jardim das margaridas.
O gigante está deitado, as alcofas estão cheias,
E o livro dos enforcados espera o Juízo Final.
VITRAL: Poesias
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário