domingo, 21 de dezembro de 2008

H I P E R T E N S Ã O O U H I S T E R I A


A histeria clássica é um sintoma que implica a LEMBRANÇA de um TRAUMA que, devido à sua intensidade, não pode ser AB-REAGIDO, isto é, a consciência só tem conhecimento dos produtos substitutos que assumem o lugar da LEMBRANÇA DO TRAUMA (representação). É a memória hipnótica que recebe toda a carga de intensidade trumática; os SINTOMAS HISTÉRICOS como paralisias, convulsões, formigamentos, palpitações, suderoses, aumento da pressão tanto arterial e intra-craniana consistem na histeria do hipnótico, já que no estado hipnótico há uma dissociação da conciência, um mecanismo de defesa contra a LEMBRANÇA DE UM TRAUMA. A ANGINA (circulação deficiente nas coronárias) que dá uma SENSAÇÃO DE DOR NO PEITO, a angina pode ser apenas uma reação de conversão, isto é, um sofrimento mental se transforma num sofrimento físico (defesa); nos destinos clínicos do AFETO, aprendemos que a ANGÚSTIA é a transformação direta da LIBIDO em NEUROSE, e essa angústia se faz sentir no campo do somático, tal estado de alma não é outra coisa senão a substituição da LEMBRANÇA DE UM TRAUMA. Que trauma foi esse? Uma vivência de satisfação, um disperso pulsional (desejo) que, sumariamente, é capturado e transformado em neurose-obsessiva ou histeria; quando tal se sucede com êxito, temos a dimensão simbólica da criatividade, do contrário, se a relação entre Id e Ego for mal sucedida, as pulsões de morte (thanatos) predominam em forma de angústia, que é a linguagem do desejo que não pode ser dita no plano da conciência, por isso, se vocês me perguntarem o que é que eu estava sentindo naquela madrugada, a minha resposta é esta: Reação á substância hipnótica (anticonvulsivo), inferência que qualquer médico corrobora, os hipnóticos a longo prazo favorecem a dissociação da consciência. Eu sou um filósofo da mente, não estou aqui para falar das flores, pois o objeto da filosofia é o conhecimento.


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