N G E L A
Dou-te éclogas bestificantes a pretexto
Da embriaguez que me desloca do contexto:
Desengrenado da Beleza de Diotima,
Para as adegas do prazer que me assassina,
Eu passo ao longe desse sonho de granito;
E este infinito mundo antigo de piegas,
A alma do vinho sempre canta nas adegas,
Conheço tanto o quanto Sócrates conhece,
O meu amor carece de eternidade.
Nestes convites corporais de sibarita,
Os conteúdos imorais da minha escola,
Ninguém se esquece da primeira coca-cola...
__Que dirás tu de meus convites corporais,
Dos conteúdos imorais do meu soneto?
MADEIRAMES: Cem Sonetos de Eros, Helder Alexandre
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