quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

 N G E L A


Dou-te éclogas bestificantes a pretexto


Da embriaguez que me desloca do contexto:

Desengrenado da Beleza de Diotima,

Para as adegas do prazer que me assassina,

Eu passo ao longe desse sonho de granito;

E este infinito mundo antigo de piegas,

A alma do vinho sempre canta nas adegas,

Conheço tanto o quanto Sócrates conhece,

O meu amor carece de eternidade.

Nestes convites corporais de sibarita,

Os conteúdos imorais da minha escola,

Ninguém se esquece da primeira coca-cola...

__Que dirás tu de meus convites corporais,

Dos conteúdos imorais do meu soneto?



MADEIRAMES: Cem Sonetos de Eros, Helder Alexandre

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