sexta-feira, 21 de novembro de 2008

S I G N I F I C A N T E

Essa diáspora de pedras no caminho,

O desconhecimento ao longo dessa estrada,

A mola do desejo oculto está em cada

Edifício amarelo. E a labareda negra

É a rosa vermelha de sangue em ereção,

Essa fogueira linda a arder no coração;

Armada, essa diáspora subiu o rio,

Liberta no significante do vazio,

Ao sopro da procela aumenta o poderio,

As folhas secas do papel onde o vazio

É o que basta à fantasia e ao significante.

Do céu levantam-se as estrelas, e as estrelas?...

As estrelas serão notícia de jornal,

Degradadas a papel de embrulhar sabão.



MADEIRAMES: Cem Sonetos de Eros. Helder Alexandre Ferreira.

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