Essa diáspora de pedras no caminho,
O desconhecimento ao longo dessa estrada,
A mola do desejo oculto está em cada
Edifício amarelo. E a labareda negra
É a rosa vermelha de sangue em ereção,
Essa fogueira linda a arder no coração;
Armada, essa diáspora subiu o rio,
Liberta no significante do vazio,
Ao sopro da procela aumenta o poderio,
As folhas secas do papel onde o vazio
É o que basta à fantasia e ao significante.
Do céu levantam-se as estrelas, e as estrelas?...
As estrelas serão notícia de jornal,
Degradadas a papel de embrulhar sabão.
MADEIRAMES: Cem Sonetos de Eros. Helder Alexandre Ferreira.
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