quarta-feira, 3 de setembro de 2008

S O N H O D E T E R R O R

Estávamos enfrentando invasores, eles estavam por todos os vãos da casa; ficamos juntos, pois o pavor, o assombro e o medo eram paralisantes, estávamos dominados pelo pânico. Então fomos até o banheiro e vimos os elementos. Eram agitados, furiosos e malvados, sabiam que nos venceriam no medo. Eu fui para o meu quarto de dormir, deitei-me na cama, pois se adormecesse ficaria livre do iminente perigo que nos assolava. Mas o coisa-ruim desabou sobre o meu colchão, deitando ao meu lado na cama. Vi-o fingindo dormir, seu corpo se camuflava por entre os desenhos do colchão. Uma espécie de cadáver de cão vira-lata, corpo macérrimo, sem vida, mas que no entanto estava esperando que eu adormecesse para entrar em ação. Gritei. Gritei até acordar.

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