Germana entre a figueira e a algaroba
Dormitando o tropel da solidão:
Comovedoramente o coração,
Sob as calhas de roda, _ a comitiva
Cavalga o sonho pênsil dessa horda
Primeva de alazões, variegada,
Sob a imemorial infância (cada)
Rondó de girassóis pulando corda.
Germana que dos galhos da algaroba,
A parábola salta feito cobra,
E faz do mundo um pálio aurifulgente...
E faz sentir, na música da rima,
Essa clave de sol que hoje ilumina
O sonho todo azul do meu presente.
O cheiro de algaroba, de loureiro,
O corpo roseiral, cingindo cada
Beltrano que caminha na calçada
Em noites serenosas de janeiro.
O fogo azul-marinho do primeiro
Amor, longe de ti fico beltrano,
Sou pássaro de fogo, aeroplano,
Estrela da manhã no teu viveiro.
Sonho lucífago, ácido quimera,
O teu corpo é um sol de primavera,
Intoxicando o sangue de lisérgico...
Meu navio navega ocultos mares,
Envolto na tormenta dos hangares,
Salvei teu nome a nado no meu léxico.
VITRAL: Poesias.
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