segunda-feira, 25 de agosto de 2008

A AMIZADE

A relação afetuosa, positiva e concordante de duas ou mais pessoas. A amizade, segundo Aristóteles, ou é uma virtude ou unida à virtude. Os amigos são a verdadeira riqueza, pois o dinheiro, os bens e o poder não se podem nem conservar nem usar sem os amigos. A amizade não é amor (afeição acompanhada de excitação e desejo, e que é provocada pelo gozo que dá a vista da beleza). O amor pode se dirigir também a coisas inanimadas; a amizade, não, a amizade é um hábito, uma escolha seleta, e isto diferencia a amizade de outra coisa à qual parece estritamente afim: da bondade, da caridade, porque essas disposições podem dirigir-se aos desconhecidos; o amor ao próximo, à piedade, compaixão com a dor alheia, a dor do mundo pode ser algo oculto; a amizade não é secreta, não existe amigo secreto, a amizade é uma convenção natural que só existe a partir da liberdade convencionada de forma consciente e aceita voluntariamente por duas ou mais pessoas. A amizade é um contrato social onde cada um de nós aliena a sua vontade particular em proveito da relação social, por isso que a amizade é mais extensa do que o amor, neste sobressai a natureza original, o princípio de prazer; já amizade é uma virtude enquanto que o amor apaixonado é uma patologia da alma. Quando o desejo finda, a amizade salva o relacionamento. Aristóteles convencionou o lado prático da amizade, de sorte que a justo título, chama-se amizade civil a amizade política, mas o amigo não é o que procura sempre o útil e muito menos quem não o liga jamais com a amizade. O interesseiro vê na amizade um TRÁFICO DE VANTAGENS, e o outro destrói a confiante esperança de ajuda que constitui grande parte da amizade.

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