Ontem bisbilhotei a Salete, estava diante do espelho, linda, uma verdadeira Vênus enxugando o pé. Salete! Freud tinha razão ao ilustrar o destino pulsional feminino nas dimensões perversas do exibicionismo. Ah, Salete, Salete! E eu aqui tentando decifrar o enígma, e tu, aí, sem pingo de pudor, nua a me embriagar. Devora a minha pessoa, vai!...
Salete, Salete! Nietzsche tinha razão ao colocar no fundo dos teus olhos um deus louco que bebe, dança e rir (Dionísio), concomitantemente a um guardador de rebanhos (Apolo) que tenta entender a natureza. Não sei se desabe contigo no divã ou se te dinamite em Turim diante do mausoléu de Friedrich Nietzsche. Histérica mulher, por que não obedeces à regra fundamental? Fala. Diz tudo o que te vem à mente. Não mentirás! Fala sem pingo de remorso, minha filha, homem aqui, só tem eu... Vamos, Salete, disponha deste seu amigo, vá! Não me deixes exangue, gelado, estátua de sal, alucinado da sua nudez. Aí mil dedos me apontarão na rua: Vejam o homem apaixonado de uma mulher! Eu sou fanático da tua luxúria, deixa que eu me transforme em ti esta noite. Tira a roupa, fica todinha nua, abaixa os cortinados, e espera eu voltar do banheiro mais branco do que bilhete de loteria. Os nossos corpos pertencem às águas do paraíso.
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