segunda-feira, 25 de agosto de 2008

SILÊNCIO VOYEUR

Silêncio estremecido sobre a cama veio
Alucinadamente no lugar de voyeur.
Silêncio cheio de loucura na matéria,
Que desmaterializa a ação motora._ O corpo,
Que, pervertidamente, no lugar de voyeur,
Na condição de voyeur até a última baixeza,
Pervertido, devasso, no vício do amor,
É o silêncio aparente, passivo, sutil,
Que de forma sutil erotiza teu corpo.
Silêncio que desperta muita vez o voyeur
Que há em nós dois que como dois e dois são cinco...
O olhar, espectador da fantasia, veio,
Fantasiosamente no lugar de voyeur,
Despir o manto do silêncio pouco a pouco.


MADEIRAMES: Cem sonetos de Eros.
Helder Alexandre Ferreira

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