Santa Isabel levou Germana
Para ser coroada nos anéis de saturno,
Sem trabuco de lenços ostentados.
Santa Isabel levou Germana
Para ser embalada
Em cada loura desposada do sol,
Para ser a mulher do sol
E resplandecer dos anéis de saturno
Indiferente ao trabuco dos coronéis.
Numa tarde de Oscarito,
Santa Isabel levou Germana
Para ser versificada
Em cada cidade de Deus. G e r m a n a,
A muito Marilyn Monroe, a sempre festa,
A mais de cem, sem trabuco de luares,
Despencou dos místicos altares
Sobre a tradicional família burguesa.
De mim, Santa Isabel levou Germana,
De vestido cor-de-rosa, no jipe cor-de-cinza;
Nas nuvens de alecrim
E fumarada de pão semolina.
Santa Isabel levou Germana,
Que teve terçol, que feriu o pezinho
Num espinho de algaroba, e que chorou
Quando o aviãozinho caiu no charco
Da Escola de Agronomia.
Santa Isabel levou Germana
Aonde não há ponto final…
Aonde todos os meninos são loucos…
Aonde todas as vacas são pretas…
Santa Isabel levou Germana
Para tomar uma Coca-cola
E encher os olhos do céu.
Helder Alexandre Ferreira
VITRAL: Poesias
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