A Gnose
E sua pomba estúpida de asas tênues
sobrevoa o castelo de promessas
da metafísica
A Gnose
E a pomba do Juízo Final
para o trucidamento do arco-íris
Na íris da metáfora
A Gnose
Em sua majestade de pavão
Sobrevoa a carnificina
Com a pomba do Juízo final
A Gnose
E sua cloaca de perfume
Empestou a metafísica
Com poetas de pedra-sabão
A Gnose
Proclama pela boca de Sócrates
A beleza de Proserpina
Com as falsas costelas da metafísica
A Gnose
Proclama a vontade
Do sujeito puro do conhecimento
Nos radares de morcego da metafísica
Helder Alexandre Ferreira
VITRAL: Poesias 14/09/2004
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