sábado, 10 de julho de 2010

ASASIM FALAVA NIETZSCHE

Eu sou um deus na minha imaginação.


Eu tenho o rosto, às vezes, sério de cavalo.


Eu sou, talvez, talvez, talvez sardanapalo,


Um personagem do Banquete de Platão.


Como a paixão de embriaguez __ audacioso __


E sempre, e sempre, e sempre aos pés desta Madona,


Eu sou um número escondido numa soma,


O burocrata fez de mim um preguiçoso.


Eu vivo ajoelhado aos pés de quem me assombra,


A quem posso chamar senão à minha sombra?


Poeta eu sou, digo talvez, talvez, talvez,


Porque talvez eu nem sequer tenha essa gana,


O meu irmão de São Gonçalo, um muquirana,


Que me não manda uma pataca faz um mês.



AGALMA: Helder Alexandre Ferreira

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