Eu sou um deus na minha imaginação.
Eu tenho o rosto, às vezes, sério de cavalo.
Eu sou, talvez, talvez, talvez sardanapalo,
Um personagem do Banquete de Platão.
Como a paixão de embriaguez __ audacioso __
E sempre, e sempre, e sempre aos pés desta Madona,
Eu sou um número escondido numa soma,
O burocrata fez de mim um preguiçoso.
Eu vivo ajoelhado aos pés de quem me assombra,
A quem posso chamar senão à minha sombra?
Poeta eu sou, digo talvez, talvez, talvez,
Porque talvez eu nem sequer tenha essa gana,
O meu irmão de São Gonçalo, um muquirana,
Que me não manda uma pataca faz um mês.
AGALMA: Helder Alexandre Ferreira
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