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sexta-feira, 18 de setembro de 2009
Segunda parte do sonho
Meu vizinho morreu por intoxicação alimentar substitui aquele mal súbito que eu tivera de quando trabalhava na Livraria Educativa, o transtorno deu-se na circunstância do café da manhã, comi dois ovos estalados e um pão bem quente com manteiga à bessa, um copo de leite bem gelado. Foi a conta. Fiquei tão ruim das pernas que, ao comprido do dia não comi mais nada; à noite enfiei para o Pronto-Médico. O doutor Vicente receitou-me lexotan. Recentemente tive de ir ao Frotinha por causa de um xarope mal tomado, superdosagem. O meu vizinho tem feito um barulho infernal sempre quando volta da bebedeira. Aí o pau tora! É música brega que não acaba mais no volume o mais alto possível, Jesus me abana! E tudo por causa de uma cachaça mal tomada!... A resseca se manifesta em forma de Bartô Galeno e adjacências. Esse meu vizinho, no sonho, é um ex-colega da Fábrica Fortaleza, Jairo Brasil. Jairo era meu vizinho no posto de serviço, éramos datilógrafos, ele fora admitido por volta de abril de 1987, mês e ano em que perdi meu pai. Neste meu sonho, o comensal que morre, uma pessoa de rosto desconhecido para mim. [ Alguém que não se identifica no conteúdo do sonho]. Pois bem, essa figura onírica é bem conhecida, sim, não obstante já faz vinte e dois anos que não vejo o meu ex-colega datilógrafo. Verdade é que perdemos o registro tanto da fisionomia e da voz dos parentes falecidos. Meu pai de quem ainda guardo os traços fisionômicos e o registro da voz eu o substituí por um vizinho da morte dele no tempo, Jairo Brasil. Foi esse amigo que me avisou, previamente, que eu seria demitido, isto logo depois da morte de meu pai. Eu estava noivo de Sônia Tavares de Souza, uma garota que morava no Jardim Iracema, filha única e concludente do ensino secundário. Jairo queria que eu me casasse. " Vai ser muito bom pra você o casamento." Mas eu não me casei com Sônia Tavares de Souza. Talvez, Rosângela (pessoa com quem me casei) tenha provocado esta associação mediante o elemento do matrimônio. Devo dizer que me casei agora, aos cinqüenta anos. Aquele colega de trabalho queria-me casado. Aconselhava-me: " Aos trinta anos é que a pessoa deve decidir a vida, o rumo a tomar e o casamento é uma boa direção." Não foi o que eu fiz. Eu não amava Sônia. Casar sem amor para mim era a treva. Eu desejei essa treva ao Jairo, por isso, no sonho, ele morre, isto é, vai para as trevas.
CONTEÚDO DO SONHO
Meu vizinho morre em conseqüência de intoxicação alimentar. Estávamos todos à mesa, quando ele se levanta, alegando não se sentir bem. Ainda usa de cautela e procura o médico, mas o sonho já houvera decretado a morte do rapaz cujo rosto não me era familiar no conteúdo manifesto.
O elemento comum desses pensamentos oníricos é o exagero. O vizinho exagera no som, eu exagerei no café da manhã e sofri um transtorno alimentar, depois vem a superdosagem de xarope que me leva para o hospital. O sonho relaciona, por meio dos mecanismos do Inconsciente, condensação, deslocamento, sobredeterminação, identificação,e substituição, os pensamentos oníricos (pensamentos inconscientes).O casamento simboliza uma espécie de castração e o desejo realiza a morte do castrador, no caso, a pessoa que me queria ver casado. Geralmente os pais querem ver os filhos muito bem casados, isto por uma formação reativa, uma vez que se dependesse deles, os filhos jamais sairiam de casa.
Depois continuaremos com a primeira parte do sonho.
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