segunda-feira, 18 de maio de 2009

DANÇA DO VENTRE

Que balanceio pélvico voluptuoso,


Mais suntuoso o teu quadril, numa hora dessas,


Nem é preciso perder tempo com conversas


O movimento desse bulbo-cavernoso!


A suavidade brusca, o sensualismo quente


Como correspondente do prazer que excele


À congestão intensa que se vê da pele,


A contração do orgasmo involuntariamente...


O homem por sobre quem o trauma veio anexo,


Que despencou da cavidade do convexo,


Por sobre quem o espasmo louco da serpente,


Que após o descarrego deixa o corpo inerme,


Quando o veneno toma conta da epiderme,


A tristeza do mundo acaba de repente.





Helder Alexandre Ferreira
AGALMA, 2009.


Nenhum comentário:

Seguidores

DOXA