A G A L M A
III
No tempo em que as pulsões andavam de mãos dadas,
Numa coreografia absurda de danadas,
Fazia parte do sistema delirante
Aquela que hoje segue adiante e não me vê,
Aquela louca que inda vai me enlouquecer;
Eu por enquanto sou maluco principiante.
De ponta a ponta esse delírio não me engana,
Se bem que a soberana força de viver
Forceja no sentido de com ela ter
Esse ideal que muito a minha alma reclama,
Essa mulher que não aceita o meu assédio,
De puro tédio é a mulher parnasiana,
Essa doença que me faz ficar de cama,
E eu, paranóico, pus os pés nos rastos dela,
Admitido neste hospício da janela.
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