domingo, 5 de abril de 2009

A G A L M A

III



No tempo em que as pulsões andavam de mãos dadas,

Numa coreografia absurda de danadas,

Fazia parte do sistema delirante

Aquela que hoje segue adiante e não me vê,

Aquela louca que inda vai me enlouquecer;

Eu por enquanto sou maluco principiante.

De ponta a ponta esse delírio não me engana,

Se bem que a soberana força de viver

Forceja no sentido de com ela ter

Esse ideal que muito a minha alma reclama,

Essa mulher que não aceita o meu assédio,

De puro tédio é a mulher parnasiana,

Essa doença que me faz ficar de cama,

E eu, paranóico, pus os pés nos rastos dela,

Admitido neste hospício da janela.

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