São horas de passeio, ó Germana!
Nos jardins algarobas proliferam
Matinês na calçada que descerram
As rosas-de-toucar a tarde lhana.
No bater de arraias, passam nuvens
Arrenegadamente para as trevas;
Abalroam morcegos com as levas
Das pequeninas aves de penugens.
Em sonhos eu desmancho os laçarotes,
Os corpos cintilantes, corpos nus,
O sol nos teus cabelos, que reluz,
As tardes lourejantes das cocotes.
As tardes de passeio, temporã,
O sol nos teus cabelos resplandece,
O sol de primavera robustece
A fantasia louca no divã.
Eu antes de mandar no meu nariz,
Em palidez azul, convulsionada,
Madei aquele mimo a minhיamada,
Que mo agradeceu toda feliz.
Eu antes de servir na infantaria,
Servia-te, ó minha infanta linda,
De quando tu passavas de berlinda,
Pra Deus, ó grande espanto! eu levaria
Aos novos horizontes do meu clã,
Esta melancolia que não conto,
E tiro o meu serviço muito tonto,
Pensando que morri no Vietnã.
Eu antes que da vida quebre a fita,
Saudade me transforme _ antes que eu morra _
Eu hei de transformar tua pachorra
Num beijo de novela sibarita.
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