domingo, 21 de dezembro de 2008

S A L V A R C O M O

Salvar como a poesia
De voz atravessada na garganta,
Se o poeta não sai da gaveta.



Salvar como a poesia
Se o cavalo de corrida
Venceu a guerra nas estrelas.


Salvar como a poesia
De faca atravessada no pescoço,
Se o touro simbólico
Continua indiferente?


Salvar como a poesia
De solidão atravessada na retina,
Esperando a estrela da manhã.


Salvar como a poesia
Dos filhos do rei, das netas da raínha...
__A poesia feita com leite moça,
Do lirismo cuecas de seda,
Imitando calcinhas de mulher.



VITRAL: Poesias, Helder Alexandre Ferreira

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