quarta-feira, 5 de novembro de 2008

E S P L E N D O R

Esplendor! Última presença do desejo!...

O que desliza no sujeito do desejo

Desliza para além da estrela da manhã...

Em cada amante há um demônio. E o cobiçável

Objeto em direção ao qual se estende a mão

À mão do eclipse oculto que não se revela,

Ora (direis) freqüentes vezes a janela

Abre e __os ouvidos emprestando à Diotima,

Que sabe de amor, mas do amor não sabe nada __

Pois para além do amor é necessário o mito:

O demônio de Sócrates tocando a flauta...

Aquela pedra de escândalo no caminho...

A Flor do Láscio e o invólucro do desejo

Em sua fuga da empresa escandalosa de EROS!

Helder Alexandre Ferreira, Cem Sonetos de Eros, xc

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