terça-feira, 28 de outubro de 2008

AS CINCO VIRGENS LOUCAS

Vésper sobe os degraus da sombra entristecida,

Com o silêncio de uma infância sem amigos;

No mar, na cama estabelece a calmaria:

Eros, de pés suaves, anda na cabeça

Da mais moça das deusas, ele participa,

Abre a janela para as cinco virgens loucas,

As fátuas esquecidas de acender a lâmpada,

E que são fruto de desejo e violência.

Moderada função relâmpago, talvez

Que o amargo azeite das prudentes não sacie

Milhões de bocas desdentadas nos jornais;

Comédia de bárbaros selvagens, de entre elas,

Há as que andam sobre a cabeça dos homens,

Degradadas até a última baixeza.



MADEIRAMES: Cem sonetos de Eros LXXXVIII

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