segunda-feira, 18 de agosto de 2008

A PERSONALIDADE É UMA RELAÇÃO DE COMPROMISSO

A ordem real dos acontecimentos é determinada, num grau variável, pelas convenções sociais, pelas distribuições de organizações às quais pertence o indivíduo, pela força de sua disposição (tendência) a se conformar a tais convenções e distribuições, pelos programas de seus próprios sistemas PROATIVOS, pelo aparecimento inesperado de modos , impulsos e idéias, pela sorte, mil e uma ocorrências e econtros imprevisíveis. A personalidade tem por função: exercer seus processos, manifestar-se, aprender a gerar e reduzir tensões-necessidade insistentes, elaboarar programas em série para atingir metas distantes e, finalmente, abrandar e resolver CONFLITOS, elaborando distribuições que permitirão mais aproximandamente o aplacamento sem atrito das suas necesidades mais imprtantes.

Conformação às expectativas sociais


A função mais penosa da personalidade é também a mais compensadora. É a de acomodar suas manifestações, necessidades, escolhas de objetos-metas, métodos e programas tempoais aos modelos, convencionalmente sancionados pela sociedade. É o aprender a se conformar. As pautas culturais são normas abstratas , e muitos estudiosos do comportamento as descartam porque elas não servem para descrever a vida humana vivida em grupo. Uma pauta cultural é uma coisa; a utilização da pauta pelos indivíduos, outra muito diferente.
Não são todas as pessoas que conseguem satisfazer plenamente as suas necesidade, e por uma série de diversas razões como falta de capacidade, defeito de caráter, falta de dinheiro, ambiente deficiente, barreiras sociais e assim por diante. Não podendo realizar suas ambições materiais e impulsos sexuais , esses desejos não-satisfeitos conduzem à frustação e à insatisfação que geram CONFLITOS. Para solucionar, de maneira positiva tais conflitos, as pessoas aprendem a reduzir, ou a aceitar metas substitutas para que suas necessidades possam vir a ser realizadas. Uma relação de compromisso é um acordo entre os impulsos do Id e as exigências do mundo externo, o produto de tal relação é o sintoma neurótico, a neurose é uma estratégia agonística de defesa que o indivíduo desenvolve para abrandar a tensão da realidade. A personalidade de um induivíduo é o produto de disposições (tendências) herdadas e experiências ambientais. Tais experiências ocorrem dentro do campo do ambiente físico, biológico e social, sendo todas elas modificadas pela cultura de seu grupo. Semelhança de experiências de vida e herança tenderão a produzir características semelhantes de personalidades em diferentes indivíduos, na mesma ou em diferente sociedades.


Aplicando à realidade atual


A violência em nosso país tem suas raízes lá no Projeto Colonial, com a expansão marítima, as grandes navegações perpetradas pelos povos ibéricos. Aqui, houve a conquista das almas, justificada pela própria igreja, tal conquista desrespeitou a cultura do homem nativo (índio). A matança dos índios e posteriormente o regime ecravocrata amaldiçoaram todo o continente latino americano. O Brasil é lugar de se meter a mão, casa da mãe Joana, e essa conduta primitiva, irracional, os brasileiros herdaram dos portugueses, ladrões e assasssinos que chegavam aqui para roubar, matar, e estuprar as índias. A personalidade está fundamentada na cultura. A cultura, aqui, sempre foi a cultura oligárquica (o poder nas mãos de uns poucos privilegiados). A política, aqui, sempre foi a arte da MENTIRA. A personalidade política é por demais populista e demagoga; agora a privada, o homem do executivo, do legislativo ou coisa que o valha, tem uma personalidade privada cujo traço ponderável é o autoritarismo. Os homens e mulheres da política nunca são rivais na ideologia, aliás, não existe ideologia, existe interesse, a política é um jogo de interesses. O primeiro interesse de um político é o de ludibriar o povo. Dizem que são rivais, que estão nos antípodas, mas por debaixo dos panos estão todos de mãos dadas, todos com as mãos emporcalhadas de dinheiro.

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