quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

S U A V E V E N E N O




Amo a razão. Mas amo o indecifrável
Dos amores, a incógnita finda...
Se a noite chega posso amar ainda
Que seja tarde para enlouquecer.


Minha visão por mais surrealista
Acredita no meu fazer poético:
A vidamor do meu amor patético
Ama a falta de amor no meu reverso.


Os olhos, estes fachos de luares,
E os versos que componho nos altares,
Manjares de sonhar no coração...



Contra os ventos do mal que me perpassa
A emoção da palavra feito graça
No suave veneno da paixão.




                   Helder Alexandre Ferreira


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