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sábado, 8 de dezembro de 2012
D E Z E M B R O
Dezembro
Se levanta da parede
Com sua árvore de natal
feita de latas de Neston vazias
Dois mil e trezentos e tantos natais
Subindo da parede
As horas se dissolvem
No poema em branco
Que bate na porta do céu
A bordo do sonho
A bordo do abismo
O fantasma levita
Na cripta da memória
__Ninguém se levanta do silêncio
O medo está no leme
Dezembro
Aponta o revólver pra cabeça
A parede passa voando
A bordo das almas penadas
Que batem nas teclas do computador
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