sexta-feira, 5 de outubro de 2012


N A S C E N T E


Não me deixe a mim nascente


Eu preciso desse pranto


Pra compor este meu canto


Não me deixe só a um canto


Estas covas bem no canto


Do meu rosto em desencanto


Meus artelhos machucados


Não me deixe só


A solidão tem sete couros



O silêncio modulação



Tem sete peles o meu violão



E os remos desta canção



As tábuas antigas e novas



Esse pranto mourisco no fundo



Vai compor este canto profundo



Não me deixe sozinho no mundo



Eu preciso de água forte



Que me sirva de transporte



Pra fazer esta canção



Não me deixe e ao violão



Não me deixe só assim



Mas corra dentro de mim



Essa lágrima bonita em seu rosto



São os remos desta canção



Meu coração tem sete amores



Nunca me deixe só que a verdade



É um caminho em declive



Essa idéia ainda vive



Dentro da minha cabeça



Nascente pois apareça



Mereça minha canção



Eu preciso desse ócio



Vamos fazer um negócio



Deixa-me nascente morrer



Eu prefiro querer o nada



Antes que nada querer

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