N A S C E N T E
Não me deixe a mim nascente
Eu preciso desse pranto
Pra compor este meu canto
Não me deixe só a um canto
Estas covas bem no canto
Do meu rosto em desencanto
Meus artelhos machucados
Não me deixe só
A solidão tem sete couros
O silêncio modulação
Tem sete peles o meu violão
E os remos desta canção
As tábuas antigas e novas
Esse pranto mourisco no fundo
Vai compor este canto profundo
Não me deixe sozinho no mundo
Eu preciso de água forte
Que me sirva de transporte
Pra fazer esta canção
Não me deixe e ao violão
Não me deixe só assim
Mas corra dentro de mim
Essa lágrima bonita em seu rosto
São os remos desta canção
Meu coração tem sete amores
Nunca me deixe só que a verdade
É um caminho em declive
Essa idéia ainda vive
Dentro da minha cabeça
Nascente pois apareça
Mereça minha canção
Eu preciso desse ócio
Vamos fazer um negócio
Deixa-me nascente morrer
Eu prefiro querer o nada
Antes que nada querer
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