domingo, 30 de setembro de 2012

O QUE VALE A VIDA

A vida não vale o perdão
Que sim mil castigos antigos que hão de vir
A noite mística do devir
Das coisas no tempo que urge
A deusa da vingança surge
E ruge naquela barriga
O tempo não pára
E a noite escancara os bordéis


O segredo o medo e a discórdia
Brincando nos bigodes de Deus
A vida e a filha de Zeus
Trazendo notícias dos seus
Das coisas no tempo que urge
E ruge o segredo da vida
Naquela barriga o devir
A mulher às escâncaras naquela
Rugindo na barriga dela
A vida nova que surge
De dentro daquela barriga
E o tempo não pára

A vida vale um milhão
Porque aquela mulher
Tornou-se artigo de fé
Enquanto o senhor dos anéis
Escancarando os tonéis
Sobre a mesa dos bordéis
Por conta de vício mil reis
Tirando da boca dos seus no devir
Sete anos de fome hão de vir

Segredo medo e discórdia
Brincando nos bigodes de Deus
As vacas magras de Zeus
Iconoclastas incrédulas
Levando todas as cédulas
De troco o último vintém
Agora o senhor dos anéis
No bolso não tem um tostão

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