segunda-feira, 8 de junho de 2009

AO G U R G E L

Assim é o animal da sociedade humana:
Num histerismo de megera libertina,
Desce um degrau a mais da escada, e na sentina,
Repousa a anca abominável soberana.


Enquanto o ventre empina, expulsa num sopapo,
Em alta luta, e mal-e-mal, com suas patas
Enfraquecidas sob golpes de chibatas,
Louva a feiúra metafísica do sapo.



Brâmane e judeu, __ pródigo e monstruoso!
Cultua o diabo como o Todo-Poderoso,
Sujeito ao mais vil animal da natureza...



__Sente no fígado a mordida da beleza
De cuja força soberana Prometeu
Num estranho mundo de fantasmas se perdeu.



AGALMA
Helder Alexandre Ferreira, 2009.

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