segunda-feira, 18 de agosto de 2008

ATITUDE

A atitude é uma organização duradoura de processos perceptuais, motivacionais, emocionais e de adaptação, que se centralizam em algum objeto do mundo pessoal. As atitudes se referem a pessoa (indivíduos), grupos de pessoas, instituições e questões sociais, e têm como objeto qualquer espaço da vida do homem. Os fatores que concorrem para que um objeto seja objeto de uma atitude são a extensão e o conteúdo do espaço de vida que variam muito entre os homens. Nem todo indivíduo tem uma atitude com relação a todo objeto, seja porque o objeto não existe no seu espaço de vida, seja porque não é suficientemente significativo do ponto de vista psicológico para provocar uma cristalização das predisposições emocionais e motivacionais. As atitudes podem prever o comportamento em muitas situações; um quadro completo das atitudes de um homem _com relação aos objetos de seu mundo social _ pode apresentar previsões muito seguras a respeito de sua conduta em diversas situações. As atitudes podem ser de natureza (1) radical, (2) atitudes diferenciadas, (3) atitudes de conteúdo, (4) atitudes de isolamento, (5) atitudes de intensidade.
O que é uma atitude diferenciada?

Se você me pergunta se sou a favor da união civil entre homossexuais e eu lhe respondo que sou contra porque a Igreja é contra, eu estou manifestando uma atitude radical. A atitude radical pode ser positiva ou negativa: Fulano é a favor da pena de morte. Beltrano sustenta em favor de uma educação política para a prática da cidadania. Sicrano é contra a democracia participativa. Na atitude radical, a pessoa é contra ou favor porque acha que tem que ser assim ou porque o doutor Fulano de Tal falou que é assim; numa atitude radical, o indivíduo fala por falar. Ele não tem argumentos para defender o seu ponto de vista, portanto não sabe diferençar as coisas. Toda atitude radical (mesmo positiva) não deixa ser um traço de personalidade autoritária. A personalidade autoritária tem como indicadores o sentimento de dominação concomitantemente ao sentimento de respeito às autoridades ou poderosos. As crianças que tiveram uma educação muito rígida, se seus pais foram muito radicais e policialescos, provavelmente terão atitudes autoritárias, serão radicais para com seus subordinados, ou seja, repetirão, inconscientemente, o que vivenciaram na infância.

Dos nossos pais herdamos tanto as semelhanças e as diferenças dos traços físicos, a hereditariedade circula em nossa família. Os genes determinam com quem vamos parecer ou deixar de parecer (se com o pai se com a mãe); agora o ambiente é que vai determinar o nosso comportamento. Ninguém nasce violento, predestinado ao crime. A violência pode ser aprendida. Os maiores ensinadores da violência são os Meios de Comunicação Social. Quando os valores da solidariedade só são ensinados da porta de casa pra dentro; quando a família não é um grupo-orientado, quando pais e filhos se dividem em facções egorientadas, cada qual buscando o seu próprio interesse, enfim, quando falta o diálogo franco entre pais e filhos, o resultado é uma conduta autoritária ou submissa ou transgressora dos princípios éticos. Uma má educação pode ter conseqüências catastróficas.

A personalidade

Os psicólogos contemporâneos geralmente querem dizer por personalidade aqueles padrões relativamente constantes de perceber, sentir e comportar-se. Para medir a personalidade, os psicólogos usam diversos meios muitas vezes em combinação, incluindo entrevistas, experimentações e observações controladas em testes.

Entrevistas

Esta técnica de avaliação da personalidade é a mais popular em uso atual e que pode ser caracterizada como observação participante. Os testes de personalidade caem em duas categorias: objetivos e projetivos.

Testes objetivos

É o teste de estudo de valores (T.E.V.), baseia-se na noção de que as pessoas detêm seis tipos de valores, (1) religiosos, buscando um senso de unidade, (2) políticos, aspirando ao poder, (3) sociais, valorizando o serviço e o amor dos demais seres humanos, (4) econômicos, salientando o que é útil e prático, (5) teóricos, buscando a verdade, (6) estéticos, enfatizando a forma e a harmonia.

Determinantes da personalidade

1- Monismo (fatores hereditários);
2- Darwinismo (fatores somáticos);
3- Empirismo (fatores sociais);
4- Determinismo (contexto cultural).


Como já vimos a hereditariedade, vamos salientar os fatores somáticos. A alteração no funcionamento fisiológico e diferenças na constituição física podem ter efeitos na personalidade, mas não apenas os fatores físicos influem na personalidade. Não é fácil detectar as ligações causais entre corpo e mente. Existem muitas perturbações psicossomáticas (alteração num determinado órgão ou sistema) que são desencadeadas por distúrbios funcionais, ou seja, de origem nervosa. O efeito dos fatores somáticos na personalidade pode ser indireto, medido pela reação dos outros à pessoa. Uma pessoa paraplégica, se tratada pelos outros como pessoa inválida, doente e incapaz, digna de toda piedade do mundo, pode desenvolver uma personalidade dependente, tornando-se vítima de sentimentos de inferioridade, excessiva timidez, etc.
Auto-avaliação

Descrever uma pessoa é perceber os traços da pessoa. Traços são características duradouras da personalidade. Pereira é SIMPLES não porque seja uma perfeição de simplicidade em todas as circunstâncias, mas porque é muito SIMPLES se comparado à outras pessoas que percebo. Perceber um traço é indicar a dimensão do traço, no qual a pessoa varia quantitativamente. Em Pereira de Albuquerque percebo simplicidade, pois há uma grandeza desse traço existente em sua personalidade. A figura de fundo em Pereira de Albuquerque é a simplicidade.

Avaliação objetiva


Esta avaliação envolve a contagem mecânica das respostas. Por exemplo, um exame do tipo falso ou verdadeiro é avaliado objetivamente pela contagem do número de escolhas corretas.
Por exemplo: 1_ Quantas asa tem um pássaro?
(a) Um pássaro tem quatro asas. (verdadeiro)
(b) Um pássaro tem duas asas. (falso)

2_ O sol aparece à noite.
(a) Verdadeiro (falso)
(b) Falso (verdadeiro)


A avaliação subjetiva exige que o avaliador estude os dados do comportamento e julgue que avaliação deve dar; o exame do tipo dissertação é avaliado dessa maneira.

A SAÚDE NO BRASIL

A saúde vai mal, os políticos não andam bem da cabeça, e o povo padece nas filas. O governo se preocupa mais em abrir hospitais do que com a saúde, confunde saúde com ambulância e enfermaria; hospital não dá saúde pra ninguém. A saúde no Brasil circunscreve-se à caça ao mosquito e a difusão da camisinha . No Brasil, ter saúde é não ter AIDS nem dengue. O resto pode. O brasileiro é um organismo biológico suspenso no vácuo. ( Helder).

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